ABAKUA
Em Cuba, pessoas e origem Carabali são chamadas de abakua. Seus ancestrais Carabali vieram da Costa Calabar, no sul da Nigéria.
Vários escravos foram deportados desse país, mais intensamente no final do século XVIII e durante a primeira metade do século
XIX. Esse período coincide com a expansão do plantio do café e da cana-de-açúcar na colônia espanhola de Cuba e com
a consequente necessidade de mão-de-obra.
As sociedades abakua (também chamados ñañigos) são responsáveis pela origem de vários costumes e rituais
cubanos e agem profundamente sobre a cultura dessa ilha. A base dessa sociedade é a assistência mútua entre os membros .
Os instrumentos musicais abakua, usados durante as cerimônas rituais, são os tambores: Bonkó enchemiyá, Bincomé,
Obí-apá, Kuchi-yeremá; um tipo de sino: Ekón; e outras percussões: Itón, Erikundi,
Ekué.
As cerimônias são realizadas em lugares sagrados, e durante cortejos, onde pessoas dançam o
ireme.
ABEBE
Tipo de leque, decorado de várias formas e com pequenos sinos. O abebe é agitado para chamar um orisha (orixá da santeria cubana).
Cada orisha possui seu próprio abebe.
AGOGO
Pequenos sinos litúrgicos usados para chamar os orishas na santeria. Para cada orisha há um sino diferente.
ANAKUE
O anakue é uma pequena percussão parecida com a maraca: dois cones de metal fixos pelas suas pontas, com grãos ou pedrinhas dentro. Como
a maraca, o anakue é tocado agitando-o.
APOBANGA
Nome de uma dança antiga.
ASERE
Essa palavra, título do CD de Willy Chirino, é uma forma de cumprimento Cubano. Vem do idioma Ekif, da sociedade secreta de Cuba, da
região de Cabalar.
AZUCAR
Termo empregado em muitas músicas, especialmente a cubanas. Cuba tinha um acordo com a Rússia, tudo que ela produzisse de açucar a
Rússia compraria a um excelente preço, para dar suporte ao regime comunista na ilha. Então, era o açucar que estava ajudando Cuba
a crescer. Para motivar as pessoas a cantarem, dançarem e se divertirem, Célia Cruz gritava: “Azucar, Azucar!!!”. Açucar,
apesar de se escrever com “z”, se pronuncia da mesma maneira que no português.
BACHATA
Música e dança que se originou nos campos e vizinhanças rurais da República Dominicana, é conhecida pela sensualidade e
leveza dos movimentos dos quadris e do corpo. O ritmo emergiu na década de 60 e por conta da popularidade da salsa e do merengue que já tocavam
em rádios populares daquele país e hoje é um grande sucesso por todo o mundo e sempre muito presente nos bailes e festas de salsa.
BAILAOR
Dançarino de flamenco. Também utilizado para se referir aos dançarinos em geral.
BAILARÍN
Dançarino
BANTU
Pessoas de origem Bantú, isto é, do Congo. Como eles dizem em Cuba: "Que no tiene de Congo tiene de Carabalí" (quem não
tem sangue Congo, tem sangue Carabali).
BATÁ
Os tambores batá são os tambores sagrados da santeria cubana. Sendo assim, são os mais importantes para os afro-cubanos. Eles são
três: Okónkolo, ou Omelé (o pequeno); Itótele (o médio); e Iyá (o maior), o líder.
Eles têm duas peles e são tocados nos dois lados, com as mãos. A palavra batá significa tambor na linguagem yorubá.
BEMBE
dança Afro-Cubana e cerimônia dedicada aos orixás.
BILONGO
Encanto colocado por um feiticeiro. Também o nome de uma conhecida canção que mistura a linguagem espanhola om a linguagem
Bantú (Kiriribú Mandinga, kiriribú Mandinga)
BOLERO
O Bolero Cubano, um estilo de música e dança, não possui muita semelhança com seu velho ancestral, o Bolero Espanhol.
Romântico, às vezes sentimental demais, inspira-se em melodias de óperas, romances franceses e canções napolitanas.
De compasso 2/4, são melodias clássicas e sofisticadas, familiares aos ouvidos ocidentais, com letras poéticas, falando sobre
nostalgia, o charme das mulheres e amores impossíveis.
Oriundo de diversas influências, esse estilo se estabelece próximo a 1880, na região leste de Cuba (Oriente), popularizado pelos
trovadores. Em seus boleros, tocam o violão de uma forma especial, sincopada, chamada rayado.
Tristeza, talvez o primeiro bolero, foi composto em 1885 por José "Pepe" Sanchéz, cantor e violonista auto-didata. No início
do sec. XX, o bolero ancançou Havana de fato e estabilizou-se em peñas e bares, devido aos músicos vindos do Oriente, como Sindo
Garay.
Durante os anos 20, o bolero mistura-se com o son, nascendo o bolero-son, popularizado nesta época pelos trios e septetos. Hoje, um estilo moderno de
bolero-son é às vezes chamado de balada ou salsa romantica. Atualmente, o estilo permanece en grande forma: cada álbum de salsa
contém um ou dois boleros, onde o público julga a qualidade do cantor; sua interpretação deve ser irrepreensível.
BOMBA
Grande tambor usado em Porto Rico. Nome de uma dança e canção africana.
BONGÔ
Percussão bastante conhecida, usada frequentemente na música latina. Dois pequenos tambores, fixados um ao outro, são segurados
entre os joelhos do percussionista (bongocero); ele toca o instrumento sentado.
BONGOCERO
O tocador de bongôs. Numa banda de salsa, geralmente, ele toca também a campana; durante a música ele normalmente alterna entre
bongos e campana.
BOOGALOO
No meio dos anos 60, nos EUA, a música latina está em crise. A Pachanga, que embalava os dançarinos há alguns anos, começa
a se esgotar em 1965. A pachanga não está adaptada aos novos tempos, agora movidos pelo som dos Beatles (vindos da Inglaterra), do
twist (uma degradação do rock'n'roll)e do nervoso rhythm'n'blues.
O swing das big bands latinas soa antigo aos jovens latinos nascidos em Nova York; eles não ligam para suas raízes, e cada vez mais se
identificam com os negros americanos: ambos sabem da difícl situação de vida que levam, e ambos presenciam todo dia o lado ruim do sonho
americano. Dessa fusão - Latin music, twist, rhythm'n'blues - surge o boogaloo. A nova moda, geralmente usando inglês para as letras, procura
sucesso comercial. Às vezes tem êxito, com hits como I like it like that por Pete Rodriguez, que é considerado "o rei do
bogaloo". Infectados pelo vírus, todos os músicos latinos se convertem à nova moda e tentam tirar proveito dos efeitos
comerciais.
As letras do boogaloo são em geral desinteressantes, mas o impacto musical é poderoso. Alguns acham que o boogaloo é apenas uma
degradação da música latina; mas é também uma adaptação à mudança dos tempos, que preferem um
som mais agressivo e nervoso.
Sinal dos tempos: centenas de peqenos grupos crescem como cogumelos depois de uma chuva de verão; essa linhagem, mais compacta e mais
adaptável que as velhas big bands, torna mais fácil a formação e expressão destas novas bandas.
O bobo mas eficaz boogaloo (e suas poucas variantes) alcança o seu auge em 1967; reina na música Latina até o início
dos anos 70, antes de ser destronado pela salsa, para a qual preparou o terreno. Seguindo na sua esteira, a salsa vai ganhar uma certeza: transbordara
restrita audiência latina, e se estabelecer finalmente no mercado americano e mundial.
BORICUA
Quem nasceu em Borinquen (Porto Rico)
BORINQUEN
Cidade de Porto Rico
BOTAR
Jogar fora. (passo de rueda)
BOTIJA
Jarros de cerâmica usados para percussão, que produz um som profundo e baixo: no passado, as bandas de son usavam uma botija, pela falta do
baixo.
CABILDO
Cabildos, sociedades de ajuda mútua, aglomeram algumas pessoas negras em Cuba desde o século XVII. Eles misturam funções
sociais, culturais e religiosas. Essas sociedades contribuíram para manter vivas as tradições africanas.
Em Cuba, eles são a origem dos comparsas tocando nas ruas, similar às escolas de samba brasileiras
Alguns cabildos se tornaram sociedades secretas, como a irmandade abakua, poderosa ainda nos dias de hoje
CADENA
Uma figura da contradanza.
CAJON
Caixote de madeira, usado como tambor no yambú (tipo de rumba) e tocado com as mãos.
CALABAZA
Abóbora. Em Cuba existe uma dito popular de que as meninas que tem pernas finas devem comer abóbora para deixar a perna grossa e bem torneada.
Daí vem a expressão: “ y dale calabaza...”
CALLEJERO
Da rua. Quando se fala de uma pessoa callejera, quer dizer uma pessoa que gosta de estar na rua. Na salsa dizer que um cantor é callejero significa
aquele tipo de cantor que, em qualquer situação, seja na rua ou num palco, interage com o público envolvendo a todos em sua
história e forma de cantar.
CAMPANA
Pegue um velho sino de gado sem a língua, esperando em algum lugar da fazenda para ser consertado, e bata nele com um pedaço de madeira para
ritmar a canção e a música tocada por alguns amigos. Está feito: você acabou de inventar a campana.
O sino forte e rústico produz vários tons diferentes, dependendo de onde se bate, e dá um som característico fácil de
detectar na salsa. Quando os bongos não tocam é porque a campana é frequentemente confiada ao bongocero.
Com o tempo, conquistou o título de percussão, foi modernizado - mas apenas um pouco, e mantém sua forma original. Agora é
manufaturado com o cuidado reservado para os instrumentos musicais. É também promovido, e agora é frequentemente fixado aos timbales,
dos quais é um dos acessórios.
Outros nomes: cencerro; cowbell.
CANDELA
Vela, fogo. Também uma expressão muito comum em Cuba com diversos siginificados. Estar “candela” pode significar que algo
está “muito bom”. Também, dependendo da forma que se fala, se pode dizer que uma menina é muito bonita, ou muito
atraente.
CANGREJO
Caranguejo (passos de rueda).
CARABALI
Pessoas oriundas de Calabar, no sul da Nigéria. Um provérbio cubano diz: "Que no tiene de Congo tiene de Carabali" (quem
não tem sangue Congo, tem sangue Carabali).
CARACOLES
Conchas, chamadas cauris na África, em rituais de adivinhação praticados na santeria. Búzios.
CEDAZO
Uma das figuras da contradanza.
CHACHA
Instrumento muito semelhante ao guiro. Também usado com diminutivo de chachacha, para se referir ao ritmo e à dança.
CHACHACHA
Um dos mais populares ritmos cubanos, de andamento médio, tornou-se mundialmente conhecido através das grandes orquestras de mambo, e pode ser
dançado em pares ou individualmente, sempre com movimentos que aliam sensualidade e irreverência dos dançarinos.
Esta dança popular cubana de caráter festivo, derivada da primitiva seção rítmica mambo do danzón, foi criada pelo
violinista Enrique Jorrín¹ , que popularizou o chachacha na década de cinquenta. O termo inspirou-se no som dos pés dos
dançarinos quando deslizavam no chão, acabando por se tornar um estilo musical completamente independente do danzón.
CHANGUY
variação do son, nascida perto de Guantanamo (Cuba).
CHARANGA
Algumas vezes chamada de charanga francesa, esse tipo de banda apareceu no começo do século XX. Originalmente, a charanga é devotada
principalmente aos danzones, até o surgimento do cha cha chá em 1951.
No início, a charanga era formada por uma flauta, um violino, um piano, um contrabaixo, um timbal criollo e um güiro; atualmente, a
formação evoluiu e está caracterizada pela presença dos violinos.
CLAVE
Duas peças cilíndricas de madeira maciça, que se bate uma contra a outra: esta percussão simples nasceu no porto de Havana, e no
entanto é a espinha
dorsal de toda música latina. É a clave que os músicos seguem e é sobre a clave que se apóia toda a orquestra. Suscita a
medida rítmica, é a pulsação principal: o coração verdadeiro.
COLUMBIA
Dança tradicional Afro-Cubana. É um dos estilos da Rumba, juntamente com o Guacanco e o Yambú. Somente com percussão e
dançada somente por homens.
COMBO
Formação orquestral que se espalhou em Cuba no final dos anos 50, e proliferou-se durante os anos 60. A banda é composta por
várias seções, mas cada seção é formada por apenas um instrumento. Portanto, a formação musical
é condensada e perfeita para os pequenos clubes de Havana, que procuram por bandas baratas.
COMPARSA
Grupo de dançarinos, às vezes ligado à uma vizinhança ou à uma cidade. A comparsa desfila durante o carnaval, com a mesma
coreografia e a mesma fantasia.
CONGA
Grande tambor, vindo da África e muito usado na salsa. É tocado com as mãos do conguero, que fica de pé enquanto toca. É
também o nome de uma dança, que conheceu o sucesso durante os anos 30.
CONGO
Pessoas originadas do Congo. Um provérbio cubano diz: "Que no tiene de Congo tiene de Carabali" (se alguém não tem
sangue Congo, então tem sangue Carabali".
CONSENTIDA
Ser a preferida, ou a escolhida”. Consentir também pode querer dizer fazer carinho.
CONTRADANZA
Antiga dança nascida em Cuba tem suas raízes na contredanse francesa, trazida para a ilha pelos franceses no final do século
XVIII. No início do século XIX, é transformada em contradanza graças aos negros.
A contradanza é composta por quatro movimentos: paseo, cadena, sostenido e cedazo. Os dois primeiros são lentos, enquanto os outros dois,
sostenido e o cedazo, são mais rápidos.
Com o tempo, a contradanza perdeu sua característica coletiva e começou a ser dançada em casal.
Contradanza é a origem do danzón.
CONTROVERSIA
Controversia é um tipo de punto. Dois cantores competem num tipo canto e poesia improvisada. Esse duelo verbal é um pai do dozens norte
americano, do toasting jamaicano, do rap e dos repentes, muito populares no nordeste do Brasil.
COQUETEALA
"Coquetear" é paquerar. Passo de rueda em que o homem "paquera" a dama ao lado.
COWBELL
Nome americano da campana, instrumento típico das bandas de salsa.
CUARTETO
Banda de quatro músicos: um cantor violonista, um tocador de tres, um tocador de botija e um tocador de claves (e corista).
CUATRO
Este instrumento cubano é como um tres, mas com uma corda de baixo adicional. Comum no Oriente, é usado no son.
CUCUYE
(Cocoye) Tradicional dança afro-cubana (e sua música), frequentemente praticada nos carnavais, especialmente no Oriente, Cuba. Veio do
Haiti mas a sua
origem está em Dahomey (África), ex-colônia francesa.
CUMBANCHA
Festa improvisada, muito barulhenta e descontrolada.
CUMBE
Dança africana, no passado dançada em Cuba. É a origem da cumbancha.
DANZON
É por diferentes caminhos que a contradanse européia chega à Cuba do final do século XVIII: alcança diretamente o
coração de Havana, no oeste, pela chegada das embarcações inglesas, e ao mesmo tempo aporta no leste, com os colonizadores
franceses foragidos da revolução no Haiti.
Graças à influência dos músicos negros cubanos, a contredanse se mistura , nascendo daí a contradanza: essa meia-moda, um
pouco formal, anima as recepções no final do século XIX, com o som de pífanos, clarinete, corneta, violinos,
contrabaixo, iguro e timbales.
O crédito pela criação do danzon, em 1879, é de Miguel Failde Pérez, corneteiro de Matanzas (Cuba): por injetar uma
síncope vigorosa, ele limpa a forma da contradanza. O danzon será uma dança de par, seguindo uma estrutura rigorosa, mas as
partes (alternância dos paseos atuando como refrão, allegreto trio de clarinete, andante trio de violino, allegro trio de metais)
são agora abertos à improvisação.
A forma evolui com o tempo pela integração de elementos vindos de outros estilos, como o eterno son, sob a influência de
José Urfé, por volta dos anos 10.
Em 1929, Aniceto Diaz vai melhorar a fórmula (com a composição Rompiendo la rufina) para desafiar o son, criando assim o
danzonete. Mais tarde, outros descendentes famosos surgirão, como cha cha cha e o mambo.
DANZONETE
Ver danzon.
DENGUE
Estilo musical derivado do mambo, e criado por Dámaso Perez Prado no início dos anos 60.
DESCARGA
Na França, dizemos "faire un boeuf"; no Estados Unidos chamamos de "jam-session". É uma reunião de músicos
tocando juntos e dando o melhor de si mesmos, em grandes partes de improvisação. É claro, a descarga é boa se os
músicos têm talento e algo pra mostrar. . .
É sob a influência do jazz , com sua trilha de músicos notáveis, que a fórmula penetrou na música latina, e
foi desenvolvida em Nova York durante os anos 50, pelo contrabaixista Israel "Cachao"Lopez.
DESPELOTE
O irrequieto Elio Revé foi o pioneiro da palavra, usada para excitar o público e aquecer a atmosfera. : "Tremendo despelote!".
A fórmula reuniu-se a seguir, numa salsa cubana moderna, especialmente frenética e inquieta (Charanga Habanera, Paulito y su
Elite ("Sofocacion!",
Pachito Alonso y sus Kini Kini, Manolin "El Medico de la Salsa). A palavra é uma alusão à forma de dançar:
rapazes sobre as garotas rolam seus quadris com frenesi, com seus braços levantados; suas mãos ficam abertas como se rolassem uma grande bola
entre elas: despelote!
Momento da dança de rebolar, fazer o que quizer sem a necessidade de uma ordem ou passo específico.
ENCHUFAR
Conectar, geralmente relacionado a colocar um aprelho na tomada. Mas também pode ser utilizado para conectar dois tubos, por exemplo.
Também pode ser usado como gíria para dizer que a pessoa conseguiu um emprego por indicação, por exemplo: “el
político enchufo su hijo al gobierno”. Ou ainda, uma forma vulgar de se referir ao ato sexual.
ENCHUFE
Tomada, ou por onde se fará a conexão de um aparelho com a rede elétrica.
ENCHUFLAR
Essa palavra não existe em espanhol, embora muitos latinos jurem que sim. É uma forma popular de se dizer enchufar, é um erro muito
comum em diversos países. No caso da rueda de casino alguns dizem que é a junção de enchufala (enchufar a dama).
GUAGUANCO
Dança praticada pelos negros escravos em Cuba no século XVII.
Dança folclórica afro-cubana, acompanhada apenas por instrumentos de percussão. Essa dança é ritmada por três
congas: a tumbadora, fazendo o ritmo básico; o segundo, encarregado do contraponto; e o pequeno quinto, que improvisa.
O guaguanco é uma das três danças da rumba (as outras são yambú e a columbia). O rápido e erótico
guaguanco é dançado por um casal. O termo também indica um ritmo específico.
GUAJIRA
Estilo de música rural nasceu no Oriente, a área leste de Cuba. Derivado da tradição espanhola, é composto de
baladas simples, onde a interpretação é essencial.
A instrumentação original é voz, violão e pequenas percussões. Mais tarde, um contrabaixo e outras
percussões serão adicionados, e quando se mistura ao son, a guajira dá origem ao son montuno, mais lento que o son.
GUAJIRO
Homem do campo.
GUAPACHA
Variação da guaracha, que teve seus tempos de glória durante os anos 60.
GUARACHA
Garota de rua, prostituta que aparece no porto de Havana, no século XVIII. As canções guaracha, recheadas de alusões
maliciosas, são pretexto para uma dança lasciva, desprezada por pessoas de família. As letras carregam críticas
humorísticas sobre o governo local ou situações cotidianas. Desde o sue início, a guaracha é como um megafone, no qual o
espírito satírico e libertário cubano se afirma.
A alegre guaracha sobreviverá nos bairros mais populares, antes de conquistar lugares de melhor reputação nos anos 30 e 40 do
século XX, por causa da influência das bandas dançantes, ou compositores como Nico Saquito e Julio Gutiérrez.
GUARAPO
Um tipo de drink.
GÜIRO
Instrumento de percussão confeccionado a partir de uma cabaça ôca (muito semelhante ao "reco-reco") friccionado com um
bastão de madeira.
Essa percussão leve e suave, muito usada ainda hoje até nas formações elétricas, dá um charme
específico à orquestra e faz um papel comparávem às maracas. O güiro é frequentemente tocado por um cantor ou
um coro de cantores: sem muito esforço para sem tocado, não atrapalha o cantor enquanto ele canta.
HABANERA
A habanera, ou havaneira em algumas traduções para o português, é um estilo musical criado em Havana, (Cuba).
A habanera, cujo nome deriva da cidade de onde é oriunda (La Habana, em espanhol), foi a primeira música genuinamente afro-latino-americana,
que foi levada de Cuba para salões europeus por volta do século XVII. Foi sofrendo alterações em sua estrutura básica
devido aos arranjos que lhe deram os músicos da Europa e assim, alterada, voltou às Américas através dos imigrantes portugueses e
espanhóis.
É uma música de compasso binário, com o primeiro tempo fortemente acentuado, com uma curta introdução seguida de duas
partes de oito compassos cada uma, com modulação do tom crescente. Da habanera derivam diversos ritmos como o maxixe brasileiro e o tango
argentino. Também deu origem ao vanerão dos gaúchos.
É uma dança que foi também, algumas vezes, aproveitada no repertório erudito, sendo o exemplo mais famoso a habanera da
ópera Carmen, de Georges Bizet.
IMPROVISO
Quando o cantor faz versos livremente. No Jazz a improvização se faz com os instrumentos, enquanto que na salsa é parte do cantor.
JINETERA
É a expressão utilizada para prostitutas.
MAMBO
Ritmo que se tornou mundialmente popular a partir da década de 50, surgiu em Cuba e teve uma grande evolução à partir da mistura
com ritmos portorriquenhos e elementos do jazz e swing americanos, entre outros.
A dança, inicialmente criada por dançarinos de boates e cabarés, se tornou um grande sucesso, alavancada pela energia empolgante do
ritmo musical e hoje é uma das formas mais difundidas de se dançar salsa, também chamada de “salsa em linha” ou “salsa
estilo portorriquenho” .
MENEAR
Rebolar, agitar, mover.
MERENGUE
Dança típica da República Dominicana que se espalhou por todo o Caribe , e por todo o mundo, é considerado uma espécie de
"primo" da salsa. Caracteriza-se pelo ritmo rápido e alegre e pelos movimentos sensuais dos casais, que dançam na maior parte do
tempo entrelaçados.
PARRANDA
Festa muito animada, com muita música e dança.
PULPITO
Polvo no diminutivo (Passo de Rueda)
RUEDA DE CASINO
Dança muito popular entre o povo cubano, surgida nos cassinos de Havana que se espalhou pelas ruas de todo o país, tem como principal
característica presença de vários casais dançando simultaneamente, em círculo, comandados por um líder, e a troca
constante de pares.
RUMBA
Surgida das danças sagradas, oferecidas aos orixás e transformada em dança social, utilizada para comemorações sociais, em
festas familiares, em cerimônias e até no dia a dia do povo cubano, a rumba é uma das mais fortes manifestações culturais,
de música e dança, de todo o caribe.
Muito presente também na salsa, onde seus movimentos corporais são usados pelos dançarinos nos momentos de improviso.
SACA CORCHO
Corcho é cortiça, saca é do verbo sacar que siginifica tirar. Tirar a cortiça, é muito usado no sentido de tirar a rolha
(do vinho por exemplo). (Passos de Rueda)
SALSOTECA
Lugares para dançar música caribeña. O nome originalmente foi utilizado na Colômbia, no final dos anos 70.
SANDUNGA
O mesmo que ginga. Dizer-se sandunguera é o mesmo que falar que possuí muito charme, swing, ginga. Em Cuba se pode dizer que uma menina
é sandunguera pela sua forma de chamar a atenção, de caminhar, de rebolar...
SENCILLO
Simples, ou também pode querer dizer dinheiro trocado. (passo de rueda).
SHINES (FOOTWORK)
Passos "solo" de salsa e mambo, para homens e mulheres. Uma maneira criativa de desenvolver suas habilidades como dançarino(a), além
de expressão corporal, estilo e capacidade de improviso na dança.
SOMBRERO
Chapéu. Também é um passo de rueda de casino.
SON
Nascido nas comunidades rurais do Oriente Cubano, no princípio do século, à partir da mistura dos ritmos africanos (Bantú) e
elementos musicais (melodias e letras) de estrutura européia, o son é o pai de quase todos os ritmos cubanos e é a origem da salsa.
Ainda muito praticado pelos salseros mais tradicionais, suas figuras, passos e posturas tambem se misturam aos estilos mais modernos de se dançar
salsa, unindo o contemporâneo ao tradicional, resultando em formas de expressão e interpretação mais criativas, além de
enriquecer o repertório de passos e movimentos dos dançarinos.
SONERO
A pessoa que sonea. Sonear é improvisar enquanto a música está tocando. É comum na primeira música de um show os
músicos manterem um ritmo constante e deixar que o sonero improvise um agradecimento ao publico por estarem no show. A mesma coisa também
é feita no final para se despedir do público. Não necessariamente o sonero somente improvisará quando o ritmo está
constante, ele pode fazê-lo em diversas partes de uma música, como entre um coro e um verso da música.
SPANGLISH
É a mistura do Espanhol com o Inglês, muito utilizada pelos latinos que moram nos EUA.
TARRITO
O diminutivo de Tarro. Nome de um passo da Rueda de Casino
TARRO
É um vaso cilíndrico fino e alto. Pode ser um vaso de flores por exemplo. Em forma de gíria pode se referir à cabeça, como
“el tiene un buen tarro”.
TUMBAO
Vem do verbo Tumbar, que é o mesmo que tombar. Musicalmente esse nome é usado para se referir à batida que o músico faz na Conga
ou na tumbadora, ou em qualquer outro instrumento para fazer o som TUM – BAO. Também usado para se referir ao “swing” do
músico ou do dançarino.
TUMBADORA
Instrumento musical. Um dos tambores que compõem o conjunto de congas
VACILAR
É uma palavra com diversos significados, que varia de país para país. 1. Fazer amor; 2. Divertir-se, “aquella fiesta estubo um
vacilón”; 3. No Brasil seria correspondente a “ficar”, se envolver sem qualquer compromisso; 4. Ironizar; 5. Se gabar de algo;